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Será o papa Francisco um defensor da economia solidária?

Será o papa Francisco um defensor da economia solidária?

No último dia 28, o Papa Francisco fez um novo ataque à injustiça econômica, condenando os males da globalização e pedindo novas maneiras de se pensar sobre pobreza, assistência social, emprego e sociedade, segundo divulgou a Agência Reuters.

Ao discursar para a associação de movimentos cooperativos italianos, o papa disse que estes poderiam ajudar a buscar novos modelos e métodos que funcionem como alternativa para a “cultura do descartável, criada pelas potências que controlam as políticas econômicas e financeiras do mundo globalizado”.

papa francisco1okDe acordo com a Reuters, sua mensagem geral foi de que a lógica econômica tinha que ser secundária às maiores necessidades da sociedade humana. “Quando o dinheiro se torna um ídolo, ele comanda as escolhas do homem. E assim ele arruína o homem e o condena. Faz dele um escravo”.

E concluiu: “O dinheiro a serviço da vida pode ser administrado de maneira certa por cooperativas, com a condição que se trate de uma cooperativa real, onde o capital não tem comando sobre os homens, mas sim os homens sobre o capital.”

Com essas palavras, Francisco define o conceito de economia solidária, sem exatamente usar esse nome.

CARITAS

A Igreja Católica, por meio da sua instituição Caritas, exerceu um papel fundamental e de vanguarda para o nascimento da economia solidária brasileira, como lembra Paul Singer, titular da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).

E isso aconteceu inicialmente para combater a miséria e o desemprego gerados pela crise do petróleo na década de 1970. De acordo com Singer, a economia solidária foi uma alternativa para enfrentar o desemprego, a fome e a miséria que atingiram milhões de brasileiros nesse período.

“Quem tentou fazer isso de uma forma correta foi a Igreja, através da Caritas, que começou a organizar os desempregados para que eles voltassem a viver, a ganhar. Isso acabou sendo o impulso inicial para a economia solidária no Brasil”, disse (leia AQUI a íntegra da entrevista).

 

 

 

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