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Sem patrões: as empresas “recuperadas”

Sem patrões: as empresas “recuperadas”

No Brasil existem 67 cooperativas que sucederam a empresas que faliram, foram recuperadas por ex-empregados e estão em pleno funcionamento. A maioria fica no ABC Paulista.

Por Joel Santos Guimarães

No artigo “O reconhecimento da Economia Solidária”, publicado no início do ano  na Folha de S.Paulo, Paul Singer, o titular da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), do Ministério do Trabalho e Emprego, revela que uma recente pesquisa realizada por dez universidades mostrou que no Brasil existem 67 cooperativas que sucederam a empresas que faliram, foram recuperadas por ex-empregados e estão em pleno funcionamento.

De acordo com o estudo, a maior parte dessas cooperativas, que empregam 12 mil trabalhadores, está no ABC Paulista. “Uma das maiores é a Uniforja, que surgiu em 1997 da iminente falência de uma fábrica metalúrgica de Diadema, e hoje fatura R$ 100 milhões por anos”, escreveu Singer.

TRABALHADOR UNIDO

uniforja-arquivo ABCD MaiorA Uniforja é a união de quatro cooperativas de produção que assumiram as operações da antiga Conforja. São 232 cooperados, além de 213 contratados pela CLT.

No ano passado, a empresa fechou seu primeiro contrato de exportação com a venda de 150 toneladas de flanges de aço de 24 polegadas, produto para tubulações de empresas petrolíferas e petroquímicas.

O importador foi uma importante distribuidora de conexões, acessórios e tubulações norte-americana, a Silbo. A venda gerou uma receita de US$ 120 mil.

Em médio prazo, a empresa sem patrões pretende retomar as exportações da antecessora, cujas vendas externas chegaram a US$ 2 milhões anuais.

A Uniforja responde por 70% do mercado interno de flanges e vende também anéis laminados, forjados especiais para o setor automotivo.

Fotos: Unisol Brasil e Arquivo ABCD Maior

 

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