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O que é economia solidária

A economia solidária, de forma resumida, é um modo igualitário de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Diferentemente do capitalismo, movido pelo lucro e pela exploração do homem sobre o homem, e hoje em dia com seus mercados globalizados, a economia solidária se funda em valores mais humanistas e de respeito à cultura local e ao meio ambiente.

Em vez da competição predatória e desenfreada, busca, por meio do cooperativismo, a articulação das potencialidades locais e o equilíbrio socioeconômico.

A cooperação fortalece o grupo. As pessoas começam a pensar no coletivo, e não só em si mesmas. É uma economia sem patrões e na qual todos se sentem comprometidos com os resultados do trabalho.

Nos últimos anos, no Brasil, a economia solidária vem se firmando como uma inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e de inclusão social.

Ela compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.

Os bancos comunitários e suas moedas sociais fizeram surgir no País um Sistema Financeiro Social. Este sistema ocupa um espaço normalmente desprezado pelos bancos tradicionais, ou seja, a prestação de serviços para as classes menos favorecidas.

No Brasil, essas práticas se tornaram uma saída para os pequenos empreendimentos coletivos, resultando em geração de renda para 2,3 milhões de pessoas, movimentando anualmente cerca de R$ 12 bilhões e sido responsáveis pelo crescimento do PIB de dezenas de municípios brasileiros, segundo a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/TEM).

De acordo com a Senaes, a economia solidária brasileira é a mais diversificada do mundo, atuando em setores como artesanato, confecções, alimentos, reciclagem e tratamento de resíduos, atividades financeiras, produção florestal, pesca, e, principalmente, agricultura familiar.

É também a única a contar com políticas públicas. Em oito anos, cresceu 124%: de 14.954 empreendimentos mapeados em 2005 para 33.518 em 2012. Seu modelo – que é praticamente a aplicação do cooperativismo – já foi adotado por países da América Latina, Caribe e África.

Há informações de que a economia solidária – embora nem sempre receba esse nome – seja praticada em pelo menos 200 países. Muitos a consideram uma alternativa real ao capitalismo como hoje o conhecemos.